Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Um dia em Torres

Ontem fui visitar minha praia preferida. Parti as 08:15 e cheguei lá pelas 11 da manhã.
O ônibus comum parava por todas as rodoviárias das praias próximas de Torres.
Verifiquei os horários de volta: havia um ônibus as 15:00 e outro as 17:00, o qual escolhi. O dia estava absurdamente lindo, porém frio, e eu me mandei para o Banco.
Depositei uma grana na minha conta, que não cobriu todo o cheque especial, mas um pouco. Comprei filme para minha câmera na minha loja tradicional da Kodak, mas o dono não estava. Passei pela Furninha e me dirigi até a Praia do Cal, fotogrando tudo...
Voltei para a lagoa e almoçei na Padaria um prato bem servido. Depois retornei a Praia da Cal e subi a falésia, novamente, andando pelas beiradas e observando os pescadores.
Tirei mais fotos, inclusive de um pássaro raro, e encontrei uma moeda de um pila. Fui atá ao outra borda da Falésia mas me neguei a descer para a Guarita, visto que acabaria perdendo o ônibus. Cheguei ao meu destino as 20:00, completamente exausto, mas um pouco mais calmo. Cada ida a Torres vale mais que 10 sessões de terapia. Espero que a máquina( analógica) não me decepcione. Sinto falta de meu filho e sinto falta de Thalia, que não tem nada a ver com essa história. Agora tenho aula de Direito Civil...

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

O Menino do Mar

Escrito e ilustrado por Wagner Passos

O editor independente de Quadrinhos geralmente não deseja editar apenas quadrinhos. Eu, enquanto podia publicar revistas, planejava publicar livros. Com Wagner não foi diferente, mas ele optou pela literatura infantil (que surpresa!). A nossa tendência natural é o público juvenil ou adulto mesmo. Até porque escrever para crianças é foda, não pode se tornar uma coisa naif. Wagner consegue criar um conto com linguagem específica, imprópria para” coroas”. Ele parece trabalhar com acrílica e nanquim sobre uma textura leve. Todas as páginas coloridas, um couché de boa gramatura, pronto para qualquer biblioteca. Um investimento com três patrocinadores, além do próprio autor. O traço de Wagner, ironicamente, lembra muito o meu traço na HQ Nirvana (ainda inédita).
A questão da distribuição desse tipo de livro é interessante. Talvez tenha algumas vantagens sobre os quadrinhos, mas há novas dificuldades. De qualquer forma, dou meus parabéns ao Wagner por essa empreitada.

Lágrimas de julho

Lágrimas de julho

Cinco anos de relacionamento chegaram ao fim, do pior modo: com rancor, ódio e lágrimas. A crise chegou ao ápice no dia quatro de julho quando cheguei a casa e ela estava vazia. Na domingo minha mãe contou uma coisa que eu não sabia e que me transtornou. A primeira ligação: uma explicação ridícula, falsos gritos de dor e um pedido de dinheiro. A segunda ligação: eu rejeito todas as explicações, falo o que eu sei e peço para buscar Pablo. No dia seguinte vou até o Bradesco da Wenceslau Escobar e deposito R$ 120,00. Várias ligações para o cartório e uma para a CAE: o dinheiro estava retido pelo banco. Na quarta-feira ela retorna e fica na cozinha com sua filha preferida, vendo a novela. Meu filho abraça-me (ele não costuma fazer isso) e sou chamado até a cozinha. Conversamos bastante e surge o pedido de separação, com o qual eu não concordo. Pablo vem jantar e ela vai para a sala, como se a conversa estivesse encerrada. Começam as primeiras dores no peito, a arritmia, a falta de ar...
Vou para meu escritório e tento arrumar algumas coisas, porém a depressão acontece. Chego a meu quarto as 23h30minh e ela não está lá, os outros quartos estão trancados...
Não durmo a primeira noite e nas próximas teria pesadelos, acordando de madrugada.
Conto a verdade para Ricardo e Cláudio, os outros servidores parecem ter escutado...
No dia seguinte, sua filha e uma macumbeira estão a minha espera para conversar...
Sou acusado de falar várias coisas que não falei ou que minha mãe teria falado...
A filha vai embora, mas a mãe-de-santo permanece na sala, bebendo o meu licor...
Acordo as 08h30minh e ela estão lavando a louça: não consigo conter o choro na sua frente.
Agora só resta-me ir embora e deixar esta” sucursal do inferno”, como diria o Darcy...

Domingo, 17 de Maio de 2009

The Communards - Dancing Queen

Jimmy Sommervile cantando Abba: maravilhoso!

Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Edgar Franco

Edgar Franco é figura conhecida no universo dos quadrinhos independentes brasileiros. Desde os anos 1980 vem publicando fanzines, revistas e álbuns onde mostra sua verve incomum não só na expressão gráfica, como em seu universo conceitual. Seu trabalho chegou a despertar a atenção do mercado, cujo álbum BioCyberDrama, de sua autoria em parceria com Mozart Couto, fora editado pela Opera Graphica.

Doutor em Artes pela USP, atualmente Edgar é professor da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás. No campo acadêmico, desenvolve pesquisas no que ele denominou de HQtrônicas, fazendo a transposição dos quadrinhos para o meio eletrônico. O resultado de suas pesquisas encontra-se no livro HQtrônicas, do suporte papel à rede Internet, editado pela Fapesp e Annablume.

Com Marca de Fantasia Edgar tem uma longa relação. Na década de 1990 foi um dos protagonistas da revista Tyli-Tyli/Mandala, dedicada aos quadrinhos poéticos. Lançou também álbuns como Agartha e Elegia. Agora retoma a revista Artlectos e Pós-Humanos, editada anteriormente pela SM Editora.

Personalidade complexa, com atuação nos quadrinhos, na música eletrônica, na internet e no vídeo, Edgar relata seu fazer artístico numa entrevista conduzida por Michelle Ramos, autora do blog Zine Brasil. O fanzine traz ainda uma amostra do trabalho criativo de Edgar, com duas histórias em quadrinhos, cartum de Sergio Más, resenhas e cartas, mantendo sua fórmula original.
(Dr. Henrique Magalhães - UFPB)

Top! Top! 25 - Edgar Franco
João Pessoa: Marca de Fantasia, março 2009, 40p. 14x20cm. ISSN 1415-8558.R$6,00
Para adquirir acesse:
www.marcadefantasia.com

Sábado, 4 de Abril de 2009

Sozinho novamente

Mais uma vez me despeço de minha esposa e filhos e volto para o apartamento de meus pais...

Não fui para Tapes por causa de uma suposta reunião do Quadrante Sul, que nem foi confirmada.
O vendedor do imóvel ainda não entregou as chaves e o dono da casa, em Tapes, me cobra o aluguel
Perco qualquer esperança na raça humana vendo esses dois me fazerem passar por tal situação...
Meu filho sempre fica bravo e não entende porque eu vou embora e não fico com eles, em Tapes...
Como explicar para uma criança que existe gente ruim que gosta de prejudicar as outras pessoas?
As dores de estômago voltaram e, não fosse o Buscopan, eu não conseguiria aguentar o trabalho;
No cartório segue a mesma" panelinha" e fica cada vez mais difícil falar com meus amigos da CAE.
Na faculdade muita matéria e conseguindo o respeito de alguns professores e colegas, como o Jeff.
Uma boa caminhada até a Borges, um motorista bem- educado e outra caminhada até o trampo...
Diggiti Studio deu uma parada na distribuição, mas estamos realizando comissions eróticos...
Tive um momento de glória no TRE quando resolvi um problema de software num notebook...
Enquanto isso fico aguardando a decisão do DG sobre a grana da substituição de janeiro/fevereiro.

Domingo, 22 de Março de 2009

Pluralismo, modernidade e tradição

Jerônimo Fagundes de Souza

 

            Na medida em que houve a separação entre igreja e estado e o catolicismo deixa de ser a religião oficial, surgem novos grupos religiosos.

            O cristianismo pulveriza- se em centenas de igrejas autônomas e evangélicas, enquanto cultos de origem africana ou asiática proliferam. Ao mesmo tempo uma série de rituais antigos voltam a cena.

            Os procedimentos padronizados de “missa” são substituídos por atos profanos como acender um incenso ou simplesmente agradecer ao sol. Enquanto isso, o crente sai da igreja e vai levar um passe no centro espírita.

            Minha experiência religiosa inicia- se na infância através de um catolicismo herdado, reforçado por um breve período numa escola de freiras. Na adolescência esses laços se fortalecem, com a minha entrada no grupo de escoteiros da Sagrada Família. Meu ídolo passa a ser o padre Severino, um padre casado e com filhos. No entanto minhas convicções socialistas chocam- se com a opulência das igrejas douradas. Anos depois envolvo- me com o anarquismo e rompo definitivamente com qualquer crença espiritual. Exceto a crença de ser ateu.

            Inicia- se um longo período de dúvidas até meados dos anos noventa.

            Nesse momento começo a estudar sobre o passado dos povos europeus e as antigas crenças pagãs. E é, justamente, nesse contexto que descobrimos o Odinismo viking. Também conhecido como Àsatrù. Os Deuses nórdicos representam forças da natureza.

            Mas a opção pelo paganismo não me impediu de praticar momentos de yoga. Ou mesmo admirar aspectos da cultura islâmica.

            A visita a locais como a Catedral de Pedra, em Canela, deixa de ter uma conotação mística e passa a transformar- se em análise de obra de arte.

            De qualquer forma meu espiritualismo sempre foi individual até conhecer o ESP@ .

O Encontro Social Pagão, criado no Rio de Janeiro, reunia todas as vertentes do paganismo moderno. Eu, Alana e Lugus do Fogo introduzimos o ESP@ no Rio Grande do Sul. Em poucos meses o grupo cresceu muito, principalmente com membros da Wicca. Eu sentia- me satisfeito por estar entre pessoas que pensavam como eu( ou bem próximo) . Não demorou para que outros, mal- intencionados, aproveitassem esse crescimento para seus propósitos. Aí entrou o conflito final: minha moral contra minha religião. Resolvi voltar ao meu culto solitário, longe das influências externas. Não foi uma opção fácil. 

Converter indivíduos, mudar culturas

Os evangélicos convertem, mas os católicos e africanos não. Supostamente a Igreja Universal do Reino de Deus dominará o cenário religioso nas próximas décadas.

Na medida que a noção de cultura se modifica, a fé religiosa muda também. A cultura evangélica separa as famílias e os amigos com seus dogmas tradicionais. Inculturação é a absorção da cultura pela teoria católica, de modo a reciclar os paradigmas religiosos.

Bento XVI tenta restabelecer a uniformidade dos conceitos católicos e adaptá- los aos dias atuais.

Os cultos africanos, na medida em que se globalizam, passam a sofrer o assédio das igrejas protestantes.

Todos os ditames da igreja católica foram contestados e rejeitados pois não eram aplicáveis a” vida real” .

            Concordo com o autor no tópico referente as diversas abordagens que as religiões praticam para seus fiéis.

            Eu discordo em relação a uma suposta supremacia evangélica latino- americana, posto que isto contraria uma tendência universal de islamização dos povos.

            Também acredito na evolução da cultura, conforme evolui a sociedade em relação ao seu comportamento, seus medos e expectativas.

            Não creio que o fato do indivíduo crer em Deuses diferentes da maioria possa torná- lo anti- social ou solitário, a não ser que seja vítima de um tipo de preconceito.

            Inculturação, para mim, é a presença de padres católicos em programas de televisão como, por exemplo, o Show da Xuxa, cantando músicas religiosas de forma completamente banal.

            Acho válida a tentativa de Bento XVI de retomar o cristianismo clássico e livrar- se dos estigmas marxistas da Teologia da Libertação.

            Também considero as religiões africanas de influência restrita no Brasil, ainda que tenham conquistado um público cada vez menos negro.

            É verdade que a maioria das proibições do Vaticano são ignoradas pelos católicos, simplesmente por seu caráter bizarro.

 

            Jerônimo Fagundes de Souza

Pedido de desculpas

Peço desculpas a todos os visitantes deste Blog por não estar atualizando com a frequencia certa.

O fato é que saio de casa as 10: 40 e vou para Canoas, trampar. As 19:00 tenho aula na Unilasalle.
Chego em casa as 23:00, janto e vou dormir: não tenho tempo para mais nada...

Sábado, 21 de Março de 2009

Multishow - Tribos - Góticos -Bloco 1

Um interessante vídeo mostrando os neogóticos de forma positiva.