Acabei de
ler Mate-me por favor, de Legs McNeil & Gillian McCain,
gentilmente cedido por Andy Ferreira no natal passado. Supostamente
seria uma história sem censura do punk. Censura? Sim, pois o enfoque
do livro é sobre homossexualismo e drogas nos anos 60 e 70. Você
descobre sobre a putaria no MC-5, sobre as viadagens do New York
Dolls, sobre as viagens lisérgicas dos Stooges, mas não descobre
nada sobre o Punk. Todo o Movimento é visto sob um prisma hippie e
politicamente correto. Todas as atitudes eram movidas pelo ácido ou
por paixões gays. O livro não acrescenta nada. Não há nenhuma
conotação ideológica, tudo era festa e irresponsabilidade. Até
mesmo A Bíblia do Skinhead, de George Marshall, é mais fiel a
história do que esse livreto de bolso. Mais um para a biblioteca das
Inutilidades dispostas a deformar um história de lutas de jovens
rebeldes. Isso já foi contado, na forma verdadeira, em centenas de
fanzines de Sampa, Tókio e Moscou. Quem viveu o Street Punk, sabe
que a origem não são os Ramones ou os Pistols, mas sim os Cockney
Rejects,a Sham 69 e o Cock Sparrer. Aquele cenário deprimente de
travecos e drag queens não tem nada a ver. Tudo veio dos Mods, dos
Rockers e dos Suedeheads. De qualquer forma, vale a leitura para
poder criticar e entender bem o que não é Punk…
1 comentários:
Chega em alguns pontos que a leitura fica chata. Nem todo(a) jornalista pesquisa a fundo, mesmo catando depoimentos. Né?
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