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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mate o escritor por favor


Acabei de ler Mate-me por favor, de Legs McNeil & Gillian McCain, gentilmente cedido por Andy Ferreira no natal passado. Supostamente seria uma história sem censura do punk. Censura? Sim, pois o enfoque do livro é sobre homossexualismo e drogas nos anos 60 e 70. Você descobre sobre a putaria no MC-5, sobre as viadagens do New York Dolls, sobre as viagens lisérgicas dos Stooges, mas não descobre nada sobre o Punk. Todo o Movimento é visto sob um prisma hippie e politicamente correto. Todas as atitudes eram movidas pelo ácido ou por paixões gays. O livro não acrescenta nada. Não há nenhuma conotação ideológica, tudo era festa e irresponsabilidade. Até mesmo A Bíblia do Skinhead, de George Marshall, é mais fiel a história do que esse livreto de bolso. Mais um para a biblioteca das Inutilidades dispostas a deformar um história de lutas de jovens rebeldes. Isso já foi contado, na forma verdadeira, em centenas de fanzines de Sampa, Tókio e Moscou. Quem viveu o Street Punk, sabe que a origem não são os Ramones ou os Pistols, mas sim os Cockney Rejects,a Sham 69 e o Cock Sparrer. Aquele cenário deprimente de travecos e drag queens não tem nada a ver. Tudo veio dos Mods, dos Rockers e dos Suedeheads. De qualquer forma, vale a leitura para poder criticar e entender bem o que não é Punk…

1 comentários:

Anderson "ANDF" Ferreira disse...

Chega em alguns pontos que a leitura fica chata. Nem todo(a) jornalista pesquisa a fundo, mesmo catando depoimentos. Né?